quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

OLHA GORDO EXISTI MESMO?



OLHO GORDO OU MAU OLHADO EXISTE? E SE EXISTE PEGA? 


INTRODUÇÃO
    Uma crença muito popular e vigente no meio evangélico, especialmente por parte dos pentecostais e neopentecostais, podendo haver algumas exceções, é acerca do “olho gordo” ou “mau olhado”. Dessa crença, vemos patente na liturgia destas “igrejas/seitas” “orações fortes”, cultos de libertação e as famosas campanhas para a repreensão deste mal que, segundo muitos destes evangélicos [pentecostais e neopentecostais], pode “pegar” e prejudicar a pessoa vitimada por eles com diversos tipos de males. 
Entre alguns males causados pelo o “olho gordo ou mau olhado” estão – algum problema de saúde, sendo o mais comum à dor de cabeça, problemas no casamento como brigas constantes podendo fadar ao divórcio, problemas na vida sentimental onde a pessoa não é estável em seus relacionamentos amorosos no namoro, irritação, perda de bens materiais em virtude de acidente provocado [indiretamente pelo “olho gordo ou mau olhado”], perda do trabalho por “demissão sem motivo” dentre outras coisas. Portanto, veremos a seguir, ainda que brevemente, uma análise sobre a crença do olho gordo ou mau olhado tão popular no mundo hoje.  
A ORIGEM DO OLHO GORDO ou MAU OLHADO      
   Via de regra, o olho gordo ou mau olhado é uma crença folclórica muito antiga, observada por vários povos. De acordo com esta crença, apenas pelo olhar, uma vez que os olhos são a manifestação do que há na alma da pessoa, sendo considerado um órgão sagrado capaz de emitir energia tal que pode intensificar o sentimento por de trás do olhar e até mesmo as palavras proferidas contra a pessoa alvo destes, quer fosse algo bom ou mal. Porém, o olho gordo ou mau olhado está mais associado ao desejo e a transmissão do mal nas diversas culturas do mundo.   
    Cofúcio, um filósofo chinês, que viveu há cerca de 600 anos antes de Cristo abordou em sua filosofia a ideia de “olho gordo e mau olhado”. Nessa linha de pensamento, Lao-Tse, também chinês, considerado por muitos como uma lenda, viveu cerca de 350 anos antes de Cristo. Foi um filósofo, alquimista e criador do Taoísmo, o qual também acreditava no poder do “olho gordo ou mau olhado”. Embora não tivesse em mente pregar uma religião, mas, antes, uma filosofia moral, anos depois de sua morte, além de uma tradição filosófica, o Taoísmo se tornou praticamente uma religião.
      Não obstante, para que as pessoas pudessem se proteger do ataque e das consequências do olho gordo ou do mau olhado, em todas as culturas e em todos os tempos da história foram criados amuletos, sendo o mais famoso o “nazar”. Todavia, de acordo com as Escrituras na tradição cristã, o olho gordo o mau olhado está associado à cobiça e a inveja, o que veremos mais detidamente a seguir.

O OLHO GORDO ou MAU OLHADO DE ACORDO COM AS ESCRITURAS
   Em toda a Escritura, não encontramos sequer um texto que desse a entender, ainda que implicitamente, que exista ou que o olho gordo ou mau olhado tem algum tipo de poder negativo e sobrenatural que possa atingir tanto quem é cristão, se este “der brecha” [um tipo de jargão evangélico] como quem não é cristão também, no qual este, segundo os pentecostais e neopentecostais afirmam equivocadamente, já é vulnerável ao olho gordo ou mau olhado.

Todavia, nenhum dos apóstolos e tampouco Jesus orou repreendendo o olho gordo ou mau olhado de alguém que pudesse ter sido vitimada por estes, e nem atribuiu isso a Satanás, como se existisse algum espírito por de trás da pessoa que expressasse o olho gordo ou mau olhado contra os outros. Também não vemos em toda a Escritura um ensinamento sequer de Jesus e dos apóstolos sobre olho gordo ou mau olhado, pelo menos nesse sentido equivocado que acabei de sintetizar.
    
     Assim, como não encontramos os termos – olho gordo ou mau olhado em toda a Escritura, porquanto são crendices místicas populares que foram adotadas pelas “igrejas” pentecostais e neopentecostais, claro, com exceções de algumas pessoas, para não generalizarmos, vou utilizar outro termo que encontramos na Escritura e que tem o “mesmo sentido” equivalente aos termos olho gordo ou mau olhado, a saber, “inveja”. Basicamente, inveja significa um desejo acompanhado de ódio que a pessoa tem de possuir algo de outra pessoa ou aquilo que não lhe pertence ou, em outras palavras, cobiça (veja Êx 20.17).

     Senão vejamos alguns textos na Escritura, dentre tantos, que falam acerca da inveja:

    Mateus 27.18 - Porque sabia (Jesus) que o haviam entregado (para ser preso, humilhado, espancado e morto) por INVEJA. NVI

      Marcus 15.10 - Porque ele (Jesus) bem sabia que por INVEJA os principais dos sacerdotes o tinham entregado. ACF

    Atos 7.9 - Os patriarcas (os seus irmãos), tendo INVEJA de José, venderam-no como escravo para o Egito. Mas Deus estava com ele. NVI

     Atos 13.45 - Quando os judeus viram a multidão, ficaram cheios de INVEJA e, blasfemando, contradiziam o que Paulo estava dizendo. NVI

       Atos 17.5 - Mas os judeus ficaram com INVEJA. Reuniram alguns homens perversos dentre os desocupados e, com a multidão, iniciaram um tumulto na cidade. Invadiram a casa de Jasom, em busca de Paulo e Silas, a fim de trazê-los para o meio da multidão. NVI

      Filipenses 1.15 - É verdade que alguns pregam a Cristo por INVEJA e rivalidade, mas outros o fazem de boa vontade. NVI

   Vejamos ainda outros textos que falam sobre inveja, porém estes descrevem a ORIGEM da inveja, isto é, se esta é provocada pelo diabo através de algum ESPÍRITO de olho gordo ou mau olhado, e se tem algum tipo de poder que pode atingir uma pessoa prejudicando-a de alguma forma, independente se esta é cristã ou não. Observe atentamente:

      Marcus 7.21-22 - Jesus diz: "Pois é de dentro DO CORAÇÃO (ou da pessoa em si, ou da sua natureza pecaminosa) dos homens que procedem maus pensamentos, imoralidade sexual, furtos, homicídios, adultérios, cobiça, maldade, engano, libertinagem INVEJA, blasfêmia, arrogância e insensatez”. Almeida Século 21

      Gálatas 5.19-21- Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, INVEJAS... ARC

   Tito 3.3- Houve tempo em que nós também éramos insensatos e desobedientes, vivíamos enganados e escravizados por toda espécie de paixões e prazeres. Vivíamos na maldade e na INVEJA, sendo detestáveis e odiando-nos uns aos outros. ACF

      Tiago 3.14-17 - Mas, se tendes amarga INVEJA, e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. Porque onde há INVEJA e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa. Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia. ARC 
 
    1 Coríntios 3.1-3 - Irmãos, não lhes pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a crianças em Cristo. Dei-lhes leite, e não alimento sólido, pois vocês não estavam em condições de recebê-lo. De fato, vocês ainda não estão em condições, porque ainda são carnais. Porque, visto que há INVEJA e divisão entre vocês, não estão sendo CARNAIS e agindo como MUNDANOS? NVI

   1 Pedro 2.1 - Livrem-se, pois, de toda maldade e de todo engano, hipocrisia, INVEJA e toda espécie de maledicência. NVI

CONCLUSÃO

    Em suma, todos os textos supramencionados são unânimes em destacar que a INVEJA, em primeiro lugar, é PECADO; em segundo lugar é OBRA DA CARNE [própria da natureza humana pecaminosa] em terceiro lugar, se o cristão alimentar este sentimento pecaminoso dentro de si, o diabo, achando lugar, pode influenciar e escravizar o cristão neste pecado. E finalmente, a INVEJA, em si, que é cobiça, não tem nenhum poder negativo sobrenatural que possa atingir a pessoa que está sendo invejada, mas que esta tem poder se a pessoa que está com inveja agir contra a pessoa invejada prejudicando-a de alguma maneira por meios humanos. Sendo assim, que não venhamos a sentir inveja de ninguém, dando, assim, lugar ao diabo. Que venhamos a estar satisfeitos com o que Deus tem nos dado pela sua graça, bondade e misericórdia. Que venhamos a seguir o conselho de Deus para os seus filhos e filhas descrito nas Escrituras em

     Provérbios 23.17 - Não INVEJE os pecadores em seu coração; melhor será que tema sempre ao Senhor. NVI 

    Provérbios 3.31 - Não tenha INVEJA de quem é violento nem adote nenhum dos seus procedimentos... NVI

   Provérbios 14.30 - O coração em paz dá vida ao corpo, mas a INVEJA apodrece os ossos. NVI

    Provérbios 24.1 - Não tenha inveja dos ímpios, nem deseje a companhia deles... NVI 



Extraído de: http://www.materiasdeteologia.com

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013


A VOLTA TRIUNFAL DE JESUS EM


 GLÓRIA



I.             O QUE É A VOLTA DE CRISTO EM GLÓRIA

À volta de Jesus se dará em duas fases conforme já vimos. Na primeira, Ele vira para arrebatar a Sua noiva (Igreja), e na segunda, com a Sua Igreja em glória, manifestando-se visivelmente aos olhos do mundo (Ap 1.7). È o glorioso retorno de Cristo que, juntamente com Sua Igreja, virá instaurar, neste mundo, o Reino de Deus, de conformidade com as predições proféticas, os apóstolos e o próprio Cristo (Is 9.6; Dn 7.13; Mt 6.10).
 II.             QUANDO SE DARÁ À VOLTA DE CRISTO EM GLÓRIA

Depois da Grande Tribulação, haverá o juízo divino sobre os ímpios. Caso essas nações não se arrependam enquanto é tempo, em breve defrontar-se-ão com um Guerreiro mais forte que elas – O Senhor Jesus! Enquanto estivermos nos céus, participando das bodas do Cordeiro e, de Suas mãos, recebendo os galardões a quem farão jus os trabalhados que realizamos em prol do Reino de Deus, estará a terra vivendo a septuagésima Semana de Daniel que, profeticamente, terá a duração de sete anos, e após os sete anos, Cristo virá com Sua Igreja em Glória para estabelecer um Reino Eterno.
III.             COMO SE DARÁ O RETORNO TRIUNFAL DE CRISTO

Conforme já vimos o Senhor voltará com Sua Igreja. O segundo advento de Cristo não será o tranqüilo cenário da manjedoura. Será, sim, o acontecimento mais dramático e estarrecedor de toda a história do Universo. Sua Vinda em Poder e Glória captará a atenção do mundo inteiro. Milhões de pessoas já terão morrido em combates e calamidades anteriores. A descrição mais detalhada deste momento glorioso está vividamente registrada em Ap 19.11-21. Conforme se revelou em algumas passagens das Escrituras, os céus hão de estar escuros pelos juízos de Deus, mas naquele momento uma luz brilhante e sobrenatural se propagará pelos céus, assombrando a terra inteira. Esse espetáculo, sem dúvida, será aterrador, milhões de homens e anjos refletindo a glória de Deus e sendo liderados por Cristo montado num cavalo branco, símbolo de um conquistador. No início, o mundo se encolherá de pavor ante esse espetáculo e os exércitos em conflito no Amargedom, logo esquecerão suas divergências; procurarão unir-se e lutar contra os exércitos dos céus. Essa rebelião, inspirada e organizada por Satanás, será um esforço inútil e suicida de tentar resistir a Deus. Esta batalha que parecia um confronto de proporções meramente humanas, assume feições duma guerra entre Cristo e Satanás. Jesus virá em Glória para revelar-se com os seus santos. A revelação será pública (Ap 1.7). Cristo virá em poder e glória para julgar os seus inimigos. A besta, o falso profeta e os exércitos que deram apoio aos adversários de Deus sofrerão o justo castigo do Juiz. Jesus, o Rei dos reis, triunfará maravilhosamente nesse momento crítico da história da humanidade; e os líderes das hostes ímpias serão lançados no lago de fogo (Ap 19.19-21). Sendo vencedor, o Senhor Jesus estabelece o julgamento das nações (Mt 25.31-46) e estabelecerá o milênio neste mundo. Durante o milênio, Satanás estará amarrado e inativo, antes de sua eventual libertação e o seu encarceramento eterno no lago de fogo (Ap 20.1-3).
1. João vê O Grande Cavaleiro. “Vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça” (Ap 19.11).
Aqui João vê o céu aberto. Este versículo narra o começo da segunda vinda de Cristo à terra, como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap 19.16). Ele vem do céu como Messias- Vencedor (2ª Ts 1.7-8) para estabelecer a verdade e a justiça (Sl 96.13), julgara as nações e aniquilara mal (Jo 5.30). É chegado o momento que todo universo aguarda (Mt 24.30-31). Antes de Ele aparecer, todo globo verá o sinal da sua vinda. O cavaleiro deste cavalo branco não deve ser confundido com o mesmo de Ap 6.2, o cavaleiro do primeiro selo. A volta de Cristo nesta secção, vencendo os inimigos, não será um ato de vingança própria ou de manifestação arbitrária. Será sim um ato de justiça, refletindo a fidelidade de Deus. O cavalo branco é a expressão de honra real, de juízo sobre os seguidores da besta.
2. O seu cavaleiro é “Fiel e Verdadeiro”. Ninguém na terra tem alcançado este nome, porque em todos os homens habita a fraqueza e o engano (Rm 3.4). Como fiel, ou seja, plenamente confiável, como aquele que não decepciona aos que confiam nEle, e que cumpre Suas promessas com a máxima exatidão. Como verdadeiro, pois Ele é a verdade (Jo 8.32; Jo 14.6).
3. As Suas Vestes salpicadas de sangue. “E estava vestido de uma veste salpicada de sangue; e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus” (Ap 20.13). Não significa aqui o sangue vertido na cruz. É o sangue dos inimigos no dia da vingança do nosso Deus (Is 34.8; Is 63.1-6). O que é visto também nos versículos 17-21. Somente o apostolo João é que aplica este titulo a Cristo, o verbo, a palavra (Jo 1.1; 1ª Jo 1.1; 5.7).
4. O nome do Messias. “E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito, que ninguém sabia senão ele mesmo” (Ap19.12). O nome misterioso de Cristo, provavelmente tem algo a ver com a sua soberania e autoridade suprema. Foram dados na terra muitos nomes e títulos para o Messias, porém quando Ele se manifestar em gloria para reinar, como Rei dos reis e Senhor dos senhores, terá um nome que fala da sua vitória e da eminência do seu poder.
5. Jesus vem com a Igreja. O Senhor voltará montado em um cavalo branco e a Igreja também, o céu se encherá de Gloria, o mundo e as nações se lamentarão, ao ver o Senhor vindo com grande poder e grande Glória.
“E seguiam-no os exércitos que há no céu, montando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro” (Ap 19.14). Veja o que diz Paulo em Cl 3.4: “Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória”. Aqui está o cumprimento deste versículo.
Estes exércitos celestiais que voltam com Cristo incluem todos os santos que já estão no céu (cf. 17.14). Suas vestes brancas confirmam esse fato (Ap 19.8). Judas também descreve este momento sublime dizendo: “Eis que é vindo o Senhor com milhares se seus santos, para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade que impiamente cometeram e por todas as duras palavras que os ímpios pecadores disseram contra Ele” (Jd v. 14-15).
Enoque profetizou também que o Cristo manifesto e glorioso punirá a todos os ímpios e blasfemos. Não escaparão, portanto, aqueles que se introduzem em nossas festas e confraternizações a si mesmo e mercadejar com a simplicidade dos santos. Os tais são inimigos declarados de Cristo, pois o insultam com “duras palavras”. O que isso significa? Eles pecam não por ignorância, mas sabendo perfeitamente a quem estão insultando.
O dia da vingança de Nosso Senhor não tardará. Assim como a geração de Noé foi surpreendida com o dilúvio, a nossa o será pelo dia do Senhor. Só há um meio de de se escapar à ira do Cordeiro: humilhar-se diante d"Ele, aceitando-o como Salvador e Senhor.
Sintetizando de forma maravilhosa a manifestação de Nosso Senhor juntamente com a Sua Igreja. Estes exércitos não são compostos de anjos, mas dos santos que constituem a “esposa do cordeiro” e dos amigos do esposo” (Jo 3.29).
Uma das cousas que difere a vinda de Jesus em primeira e segunda fase é, que na primeira ele vem para livrar Seus santos (a Igreja) da ira vindoura (1ª Ts 1.10); na Sua vinda Ele virá para derramar a ira (Ap 19.15). A vinda de Jesus em glória com os santos (Cl 3.4; Zc 14.50; Jd 14; Ap 19.14; Mt 24.31 (reunidos nos céus). A primeira fase será no ar (1ª Ts 4.15-17); a segunda, Ele pisará na terra, no monte das oliveiras (Zc 14.4), no mesmo lugar onde subiu ao céu (At 1.9-11). Após a manifestação de Cristo em glória, acontecerá a grande Batalha do Armagedom (Ap 16.14-16); o julgamento das nações (Mt 25.31-46); a prisão de Satanás (Ap 20.1); e iniciará o milênio na terra (dispensação do reino – Ap 20.4-6). Ainda haverá outros acontecimentos, e só depois virá a eternidade na nova terra.
6. Jesus vem para destruir o Anticristo. Nesta fase o messias lutará sozinho por Israel, destruirá o Anticristo e os que se levantarem contra e perseguiram Israel. O Anticristo será morto no Vale de Josafá (Hc 3.13; 2ª Ts 2.8). Jesus combaterá e destruirá, pelo seu poder, as forças do Anticristo.(Jl 3.12-13; Zc 14.12-15; Ap 14.19-20) O Senhor os vencerá com o assopro de sua boca (2ª Ts 2.8; Is 11.4). O Anticristo e o falso profeta são presos (Ap 19.20). Satanás também será preso (Ap 20.1-3). O grande exército de todas as nações que lutaram com o Anticristo contra o Senhor Jesus, todos morrerão naquele dia, será a maior mortandade jamais conhecida na história (Ap 19.21; Jr 25-29-33). Os demônios que estiverem soltos também serão presos (Is 24.21-22). Israel se converterá logo em seguida (Rm 11.26; Ml 3.6; Ml 4.1-3).
“E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-Poderoso” (Ap 19.15).
A única arma existente neste exercito é a espada que saía da sua boca (Is 11.4). Não se refere, portanto a nenhuma arma carnal, mas a sua palavra viva e poderosa (Is 49.2; Hb. 4.12). A palavra que atuara nos seus inimigos é a mesma que atuou no Jardim do Getsêmane (Jo 18.5-6).
7. Um anjo chama as aves dos céus para um banquete. “E vi um anjo que estava no sol, e clamou com grande voz, dizendo a todas as aves que voavam pelo meio do céu: Vinde, e ajuntai-vos à ceia do grande Deus; Para que comais a carne dos reis, e a carne dos tribunos, e a carne dos fortes, e a carne dos cavalos e dos que sobre eles se assentam; e a carne de todos os homens, livres e servos, pequenos e grandes” (Ap 19.17-18).
No versículo nove há uma proclamação aos bem-aventurados, “aqueles que são chamados à ceia das bodas do cordeiro. Mas aqui é um convite intensivo feito por um anjo as aves. “Vinde a ceia do grande Deus”. Não é uma celebração no céu, mas na terra. Consiste de carne dos muitos homens, de todas as categorias que caem sob o poderoso golpe do Rei dos reis.
Esse texto descreve os momentos subsequentes à volta de Cristo, quando o mesmo derrotará os exércitos do anticristo no Armagedom e revela a sorte que terão os corpos dos exércitos derrotados.
8. A derrota final da besta. “E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentados sobre o cavalo, e ao seu exército. E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. E os demais foram mortos com a espada que saía da boca do que estava assentado sobre o cavalo, e todas as aves se fartaram das suas carnes (Ap 19.19-21).
A juntamente com os dez reis sob o seu domínio, que congrega o maior exército jamais visto em todo mundo, após a convocação astuta e bem preparada por Satanás, pelo trabalho dos três espíritos imundos (16.13-14) encontram-se reunidos para enfrentar o Senhor, quando se manifestar em gloria.
É o final, a pedra cai (Dn 2.34-36) e de um só golpe põe fim ao domínio dos gentios (Lc 21.24).
IV.      OBJETIVOS DA VOLTA TRIUNFAL DE CRISTO

  1. Punir os ímpios. “Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos, para fazer juízo contra todos os ímpios, por todas as duras palavras que disseram contra Ele” (Jd 14-15).
  2. Socorrer Israel: O primeiro objetivo de Satanás é destruir Israel, para destruir todos os planos de Deus em referencia a terra, pois desses planos dependem todos os concertos divinos para o governo do mundo e para a redenção da humanidade. (Sl 83.4,13; Dn 2.35). Zacarias, antevendo a angústia de Israel durante a grande Tribulação, mostra de que forma o Senhor intervirá em favor de seu povo. “Eis que vem o Dia do Senhor, em que os teus despojos se partirão no meio de ti. Porque eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém; e a cidade será tomada, e as casas serão saqueadas, as mulheres, forçadas; e a metade da cidade sairá para o cativeiro, mas o restante do povo não será expulso da cidade. E o Senhor sairá e pelejará contra as nações, como pelejou no dia da batalha. E, naquele dia, estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; e o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; e metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade dele, para o sul” (Zc 14.1-4).
  3. Levar Israel a Conversão Nacional: No exato momento em que o Senhor Jesus estiver intervindo em favor dos israelitas, estes de imediato, haverão de reconhece-lo como o seu Messias. É o que profetizou Zacarias: “E o SENHOR primeiramente salvará as tendas de Judá, para que a glória da casa de Davi e a glória dos habitantes de Jerusalém não sejam exaltados acima de Judá. Naquele dia o Senhor amparará os habitantes de Jerusalém; e o que dentre eles tropeçar, naquele dia, será como Davi, e a casa de Davi será como Deus, como o anjo do Senhor diante deles. E acontecerá, naquele dia, que procurarei destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém. E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem transpassaram; e o prantearão como quem pranteia por unigênito; e chorarão amargamente pelo primogênito” (Zc 12.7-10). Trata-se, como vemos aqui, de uma operação do Espírito Santo.
V.      DERROTAR AS FORÇAS DO ANTICRISTO E IMPLANTAR O MILÊNIO:

O que estará acontecendo na terra na volta Triunfal de Cristo?
  • É a Sua revelação ou manifestação pessoal em glória, majestade e poder, ás nações da terra (Mt 24.29-31; Ap 1.7; Zc 14.3-12; At 1.11).
  •  Será procedida de cataclismas e morticínios sobrenaturais (Zc 11.4-5; Ap 16. 17-21; Is 24.20).
  • Quando Cristo retornar com Sua Esposa, a Igreja, haverá um grande eclipse solar e estrelas que virão de fundo para que se mostre o SINAL DO FILHO DO HOMEM (Zc 14.6-7; Is 13.10).
  • A Natureza será abalada e os homens desmaiarão de terror (Lc 21.25-26). É chegada a hora do colapso das nações impenitentes, hoje atrevidas e arrogantes e irreverentes com relação a Deus.
  • Em meio à escuridão, aparecerá o Sinal de Cristo no céu, e irá se cumprir o que está escrito em Malaquias 4.2. Israel nessa hora irá invocar ao Senhor e será salvo (Jl 2.31-32).
  • Então virão o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória
    (Lc 21.27).
  • Jesus descerá visivelmente sobre o Monte das Oliveiras, ao oriente de Jerusalém
    (Zc 14.4; At 1.11).
  • Com a manifestação em glória de Cristo dará-se o livramento sobrenatural e instantâneo dos judeus, em escala nacional, aceitarão arrependidos o Jesus como Messias. O Senhor abrirá um caminho para Israel fugir ante ao ataque do Anticristo (Zc 14.4-9).Aqui se trata dos remanescentes que escapar da Grande Tribulação (Zc 12.10-14; 13.1, 8, 9; Mt 23.39; Mt 23.39; Is 4.3; 10.22; 59.20-21; Os 3.5; Rm 11.25-27; 9.27).
  • A população da terra estará dizimadas nessa ocasião, em conseqüência dos tremendos juízos divinos ocorridos, como está registrado em Apocalipse (Mt 24.22; Zc 14.4-5, 12, 15; 12.9; Is 66.16; Ap 6.8; 9.15, 18).